terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A primeira Quinta-feira de 2012

Após um longo dia no local de trabalho, as tribulações estão só começando.
Parte 1: O Vidro Aberto

As tardes do mês de janeiro são previsíveis, chuvosas. Em algumas areas da cidade chove-se muito, em outras nem tanto. Há alagamentos em vários pontos de São Paulo, mas esta tarde de quinta o que a chuva inundou foi o carro do meu pai quando meu amigo esqueceu a janela aberta. "Sim, vou ouvir!", pensei. Mal sabia eu que este seria só o primeiro episódio desta novela chamada primeira quinta-feira do ano.
Trocamos de carro porque eu precisava transportar alguns materias.

Parte 2: No Tranco

À noite, após descarregar e ter o pé mordido, sim, mordido por uma formiga gigante, era hora de ir para casa e descansar. "Ufa! Que dia!" disse ao entrar no carro e sentar perto do meu amigo, o motorista da vez. Ao girar a chave, adivinhe..., o carro não pega. Depois de algumas tentativas sem sucesso, penso: "Agora sim, meu pai vai me matar!". Digo então ao motorista, "O jeito vai ser fazer pegar no tranco" tamanha é minha surpresa quando ele diz que não sabe fazer isso não. "Como um motorista não sabe fazer o carro pegar no tranco?!" Tudo bem, tento me acalmar embora esteja já consumida por um terrível sentimento de frustação e cansaço.

Parte 3: Verbo Novo

Estamos levemente inclinados e por isso acho que a missão de fazer o carro pegar vai ser mole. Digo a ele, "Esterça para a direita e...", "Ester... o que?", "Esterça todo o volante para a...", "De onde você tirou esta palavra?", "Não pode estar falando sério..., ESTERÇAR, nunca ouviu este verbo?", "Não!", " Como não? Todo motorista sabe o que é esterçar!", "Tenho 32 anos e nunca ouvi tal coisa.", "Right. Whatever." Agora realmente eu já estou quase chorando de nervosismo.

Parte 4: Whatever

Decido entregar os pontos e ligo para o meu pai. Após a indignação dele, afinal, o carro estava funcionado muito bem, obrigada... ele sugere que meu amiguinho force um tranco... (Claro! Como se eu já não tivesse tentado ensiná-lo...) se não funcionasse ele viria nos socorrer.
Tentamos fazer com que ele dê no tranco e nada. "Whatever! Dad pode vir buscar o carro". Meu pai e irmão chegam rápido, fazem o carro pegar em menos de um segundo e voltamos para casa como se nada tivesse acontecido.

Parte 5: A Calmaria

Nem posso reclamar, nem ouvi muito. Sorte a minha que tínhamos visitas em casa. A família de um tio que mora no interior sempre dá o ar da graça e nos divertimos muito com a presença deles em casa. Ou seja, nada como calorosos abraços para apagar a noite tribulada da primeira quinta-feira do ano.
Como sempre eles se hospedam no meu quarto e eu durmo no quarto dos meus irmãos. Sexta-feira de manhã tenho aula as 7h e não vou ouvir o despertador, vou me atrasar (fato!).
Depois de dar minha aula, atrasada... (Que fique claro que isto NUNCA acontece.) Fui tomar um café da manhã delicioso preparado por minha tia com pães de queijo quentinhos feitos e assados na hora. Nada como um bom café, com ótima companhia para começar o final de semana! Que aliás, foi maravilhoso.


"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)



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